— Atendimento psicológico no Tatuapé – São Paulo

A importância do colo

A importância do colo

Em um processo de orientação familiar, uma mãe disse que evitava pagar seu bebê no colo para que não ficasse mal acostumado, o pegava apenas para dar o peito, mas ao colocá-lo no berço, o bebê só chorava.

Escutei atentamente todas as questões e angústias daquela mãe e percebi o quanto os cuidados maternos são guiados por idéias culturais que são  transmitidas de geração em geração. Mas hoje temos algo que nossas mães e avós não tinham tão facilmente: informação!

Durante a gestação, o bebê cresce como se estivesse em uma bexiga, o útero e o bebê crescem quase que colados um ao outro. Ou seja, o útero “contorna” aquele bebê durante toda a gestação. Em psicanálise, Winnicott diz que o colo da mãe dá contorno ao corpo do bebê fazendo com que ele seja uma pessoa integrada/ inteira. Assim, podemos compreender que o colo vai muito além de mimar o bebê.

Compreendo a angústia das recém – mamães, são tantas privações: sono, fome, dor e uma demanda ilimitada do seu bebê. Aceitar que seu bebê precise se acostumar fora do seu colo pode ser confortante, uma justificativa para que ela tenha algum tempo. Mas, também é difícil para ele – o bebê!

O bebê, na sua barriga, não tinha sequer necessidades, pois já lhe era proporcionado o necessário para seu desenvolvimento.

Então ele nasce. O parto é sentido como uma agressão pelo bebê, seja qual for. Junto com esse “susto” vem várias sensações: fome, frio, calor, sono, luz, incontáveis incômodos que jamais havia experimentado.

A única coisa familiar a este bebê é o colo da sua mãe. Junto a seu peito os barulhos do seu corpo, a sua voz. O colo dá o contorno do seu corpo e isso dá segurança, a sensação que ele tinha no útero, a única que ele conhece até o momento!

O colo também é uma necessidade do bebê e necessidade não é mimo. Não há contra indicação para colo, use sem moderação!

Por @psicologathaisamiguel

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